quarta-feira, 20 de maio de 2009

Águas de Verão


Águas de Verão,

de Alice Vieira



Na companhia da narradora os leitores mais novos podem tomar conhecimento do tipo de relações que se estabeleciam no seio das famílias burguesas da primeira metade do século XX.

Para os leitores um pouco mais maduros, este livro permite reviver facetas da própria infância.

Mas, fundamentalmente, o livro põe a nu os aspectos negativos de uma educação extremamente conservadora e baseada em formalismos, demonstrando que a excessiva regidez pode ser geradora de tristeza e infelicidade.

Em retrospectiva , a narradora transmite essa realidade que marcou várias gerações, mas o livro tem a virtude de mostrar ao leitor que os seres humanos podem sempre enveredar pelo lado positivo e descobrir formas de encontrar oprazer nas coisas simples.

Em Águas de Verão é um saxofonista que os irmãos conheceram no hotel das termas que muda as suas vidas e é com ele que aprendem a divertir-se.

A leitura deste livro pode sugerir algumas reflexões acerca do conceito de "educação", através dos tempos e nos diferentes contextos sociais.

Um livro bom para as crianças lerem em família.

Este Rei que Eu Escolhi

Este Rei que Eu escolhi,
de Alice Vieira



Com "Este Rei que Eu Escolhi", um livro infanto-juvenil, Alice Vieira pretende que o leitor faça uma rápida viagem ao tempo da escolha do Mestre de Avis, D. João I, que iniciaria a segunda dinastia.
O futuro rei surge muito criticado pela sua incapacidade de tomar decisões, aparecendo apoiado pelos jovens da época e guiado pelos conselhos da tia Leocádia.
Os equívocos perpassam toda a narrativa, criando um ambiente rico em humor.
Trata-se de um livro de leitura fácil.

A Espada do Rei Afonso


" A Espada do Rei Afonso",

Alice Vieira




Esta obra traduz-se numa interessante forma que Alice Vieira encontrou de criar nos jovens o gosto pela História de Portugal e pelo património, como comprovam os alunos da escola André Soares que, após terem lido o livro em contexto escolar e na perspectiva do LER+ em História, acompanhados por familiares, procuraram conhecer, in loco, o Castelo de Guimarães, fazendo uma pequena reportagem fotográfica a que juntaram informação histórica.

A leitura da obra foi orientada pela professora de História ( Manuela Oliveira) que nos relatou o entusiasmo dos alunos, e o facto da referida leitura lhes ter despertado o desejo de se deslocarem a Guimarães, arquitectando uma ponte entre ficção e realidade, sem esquecer o distanciamento no tempo.

A conselha-se a leitura do livro, que poderá levar outros pequenos leitores a sentirem o desejo incontornável de visitar o berço da nacionalidade.

Uma Aventura no Deserto

Uma Aventura no Deserto
da autoria de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

" Não há duas sem três"

Com o sol a pique e a areia a arder, O Pedro, o João, o Chico e as gémeas perguntavam onde se encontravam. Eles olhavam à volta e era tudo igual, só havia areia e céu. O Pedro dizia que tinham de sair dali, desse por onde desse. O Chico estava de rastos porque tinha trepado uma duna com a esperança de encontrar água para beber, mas não encontrou nada. Depois da decepção ele só viu como solução: beberem a água do mar. O Pedro achou que ficariam com mais sede e, embora não estivesse muito convencido do que dizia, fez uma cova com as mãos e bebeu um bocadinho, mas deitou logo fora, exclamando que era uma porcaria.
O Pedro procurava animar os amigos e para isso desenhou na areia um mapa. Enquanto o fazia ia lembrando que tinham saído do Algarve numa traineira que devia ter naufragado ao longo da costa africana.
O Pedro hesitou antes de continuar, mas como os amigos insistiram tanto ele acrescentou que na estariam, na melhor das hipóteses, entre a cidade de Casablanca e Agdir. Os amigos perguntaram-lhe qual seria a pior das hipóteses.
O Pedro baixou um pouco a voz e explicou que nesse caso estariam mais para mais para sul, ou seja, para lá dessa praia ficava o deserto do Sara. Perdidos no deserto teriam alguma hipótese? -Foi a pergunta que todos se fizeram. Nesse momento, o João fechou os olhos e só ouviu o vento a levantar a areia, mas parecia-lhe distinguir um som diferente, vindo de longe. Pediu que ouvissem.
O roncar longínquo de um motor devolveu a alegria a toda a gente. Começaram a correr até ao carro. Por mais estranho que pareça as gémeas foram as primeiras a ver o jipe e puseram-se a gritar: “socorro, socorro!”.
Aproximou-se um homem que emitia uns sons estranhos: - Que raio de língua! Mas o Pedro percebeu logo a pergunta. As gémeas procuravam explicar-se, dizendo que o seu barco fora ao fundo.
Para grande surpresa de todos, o homem estava dentro do assunto.
Eles sorriam e falavam interrogativamente enquanto o senhor lhes dava de comer e beber. Ele acabou por dizer que ouviu a notícia na rádio. Pouco a pouco, eles com começaram a ter novamente energia.
Depois de se apresentarem, o senhor José ou Youssef - assim se chamava o seu salvador - arranjou espaço para eles no carro. Demoraram algum tempo a fazer perguntas ao senhor, mas acabaram por adormecer. Mais tarde, acordaram com um barulho que parecia um tiro. Muito aflitos, perguntaram logo o que tinha acontecido. Fora o jipe que se tinha avariado.
E logo o Chico exclamou: “só nos faltava mais esta! Uma avaria no deserto”



Graças à colaboração da Professora Ilda Silva , aqui fica o resumo, que a Catarina Gomes fez do capítulo 4 , intitulado " Não há duas sem três" , esperando-se que incentive à leitura “Uma Aventura no Deserto”, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.

O Segredo do Rio

A obra “O segredo do Rio” ,
da autoria de Miguel Sousa Tavares
( foi resumida pela Bárbara, aluna da Professora Ilda Silva que demonstra ter apreciado o livro).


Um rapaz vivia numa aldeia, numa casa do campo. À frente da sua casa existia um ribeiro, local onde o rapaz mais gostava de brincar.
Numa tarde de Primavera, o rapaz estava entretido a fazer construções com pedras e ramos. De repente, ouviu um barulho na água e reparou num peixe enorme que acabara de saltar Com metade do corpo fora de água, o peixe ficou a olhar para o rapaz e começou a falar com ele. Disse-lhe que o lago era lindo e perguntou-lhe se este lhe pertencia. O rapaz ficou muito admirado, inquirindo-o como é que ele sabia falar. O peixe ou antes a carpa, explicou-lhe que tinha aprendido a falar a língua das pessoas e como tinha chegado àquele ribeiro. Os dois fizeram um acordo, isto é, o peixe podia viver no ribeiro, mas ninguém poderia saber que ele falava.
O rapaz e o peixe brincavam sempre juntos, tornando-se grandes amigos. Quando o rapaz chegava ao ribeiro atirava umas pedrinhas para chamar o seu amigo, esse era o sinal combinado.
Chegou o Outono e os dias continuavam quentes e secos. O rapaz andava muito alegre, pois assim podia continuar a ir para o ribeiro durante o dia e à noite. Um dia, ao ouvir uma conversa dos pais percebeu que estavam preocupados com a falta de chuva. Não sabiam o que teriam para dar de comer aos filhos, durante o Inverno.
Um dia, a mãe lembrou-se que tinha visto uma carpa grande no ribeiro e que daria para a família sobreviver durante muito tempo. O pai concordou com a ideia de pescar a carpa, no dia seguinte. Depois de ouvir essa conversa, o rapaz ficou aterrorizado e foi imediatamente avisar o seu amigo para ele fugir.
Com muita tristeza, os dois amigos despediram-se. O peixe disse ao rapaz que nunca o esqueceria por ele lhe ter dado abrigo e lhe ter poupado a vida. No dia seguinte, o pai ficou decepcionado quando verificou que o peixe já não estava lá. Apesar da traição à família, o rapaz ficou aliviado por não ver o amigo morto.
Nas semanas seguintes, toda a gente continuava triste, a olhar para o céu para ver se vinha chuva. O rapaz nem se aproximava do ribeiro, para não sentir ainda mais saudades do seu amigo.
Duas semanas depois, numa noite em que o menino estava à janela do seu quarto, viu o peixe no ribeiro. Ficou tão emocionado que teve de esfregar os olhos para ter a certeza que era o seu amigo. Saiu «disparado» de casa e a alegria era tanta, que entrou na água e abraçou-se ao peixe. Este, confidenciou-lhe que tinha trazido alimentos para a sua família e explicou-lhe como tinha arranjado os alimentos.
Depois de fugir ficou sem saber se devia descer ou subir o rio e pôs-se a pensar na situação dos pais que nada têm para dar a um filho que tem fome. Foi nesse momento que se lembrou de ter visto um barco naufragado. Este, ao partir ao meio, deixou cair imensas latas de comida que trazia dentro do porão. Com uma rede que ele encontrou fez um saco onde colocou bastantes latas de conservas. Devido ao peso do saco ele não conseguiu arrastá-lo, nem com a ajuda de outros peixes. Então, quando duas raposas bebiam água no rio, explicou-lhes o que tinha acontecido e pediu-lhes ajuda. O peixe concluiu que quando as pessoas são amigas dos animais, estes também devem retribuir essa amizade. Assim, com a ajuda das raposas e ao fim de doze dias de grande esforço, o peixe conseguiu arrastar a rede até à casa do rapaz. No dia seguinte, ele ia dizer ao pai que tinha sido o peixe a salvá-los, mas lembrou-se que não lhe podia contar o seu segredo, porque receava pela vida do peixe. Assim, o rapaz disse apenas aos pais, que o peixe era muito inteligente e muito amigo porque os salvou da fome. Ao verem toda a comida, os pais do rapaz pensaram que estavam a sonhar. Isso dava para o Inverno inteiro, mesmo que não chovesse.
Quando estavam todos à mesa, os pais concordaram em deixar o peixe lá viver. Depois do almoço, o pai fez uma tabuleta de madeira, que dizia «Proibido pescar neste local».
No dia seguinte, foi a vez do rapaz escrever: “Este rio tem um segredo e esse segredo é só meu”.


Bárbara Gomes, ( 5º J, EBAS)

Nas pegadas dos autores...

Nas pegadas dos autores...

No âmbito do Projecto “A Ler +”, aqui ficam algumas das frases que mais gostamos, depois da leitura de diferentes obras:

“Os livros têm saudades daquilo que está para vir...”
“Um livro...parece um amigo. É exactamente igual a um amigo!”
“Os livros são casas livres...”
“Os livros têm um sonho...”
“Os livros podem ter alma...”
“Os livros têm perfume...”
“Os livros são esconderijos...”
“Os livros são livres!”
“Os livros gostam de ser...”
“Os livros gostam de fadas!”
“Uma televisão de bolso”
“Os livros têm heróis”
“Os livros têm poetas”
“Os livros sabem de cor...”
“Os livros têm raízes”
“Os livros fazem perguntas”
“Não quero morrer!”
“Uma pessoa passa por várias fases e a experiência nunca acaba!”
“Vou mas é à cantina que estes “episódios”, abrem-me sempre o apetite.”
“Se querem saber o que penso, fiquem-se com esta!...”
“Viajar no tempo é a nossa missão...”





A Professora de L.P. da turma do 5º J ( Ilda Silva) da EBAS enviou este texto dos alunos, revelador do entusiasmo e prazer que sentem na leitura.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O Nosso Cantinho da Leitura

Caros leitores,

O Blogue em que, neste momento, navega, nasceu, a 8 de Novembro de 2007, da vontade de duas professoras , embaladas pelo sonho de , humildemente, se associarem aos objectivos do PNL, promovendo o gosto pela leitura e divulgando livros e autores.
Por falta de tempo das colaboradoras, esteve um pouco " adormecido" durante algum tempo.
Entretanto, como, com objectivos idênticos e na sequência do Plano Nacional de Leitura, se implementou na Escola o Projecto A Ler+, com o qual nos sentimos verdadeiramente comprometidas, surgiu, recentemente, a ideia de apelar à colaboração de outros elementos da comunidade educativa e retomar a tarefa.
E é no seguimento deste apelo que as apresentações de alguns livros e autores são trabalhos de alunos, que muito valorizamos e divulgamos com prazer.
O facto de recebermos, de imediato, alguns contributos revitalizou o projecto, agora uma espécie de “Cantinho da Leitura & Projecto ALer+”, caminhando de mãos dadas, aberto a todos os contributos válidos.
Agradecemos a colaboração já dada e toda a que, estamos certas, vem a caminho.
Boas leituras!