quarta-feira, 26 de março de 2008

O Rapaz de Louredo


O Rapaz de Louredo


Prémio de Literatura Infantil Associação Portuguesa de Escritores, O Rapaz de Louredo aponta a possibilidade de leituras em duas perspectivas divergentes: a do leitor, cujas origens são próximas da realidade retratada na obra e a do leitor que não teve a oportunidade de experimentar idênticos percursos de vida.

Ao primeiro, reserva momentos de emoção e a possibilidade de construir um processo de identificação com a personagem principal.

Ao leitor, cujas raízes não o transportam para o mundo da ruralidade, descrito com amor e carinho nesta obra, o livro proporciona um mundo de interessantes descobertas.

A todos os leitores, como Matilde Rosa Araújo sublinhou, "...a coragem existe. Ouve quem a chama: e a vida lê-se e constrói-se." E, esta é razão mais que suficiente para, em tempo de tanto desânimo, os nossos jovens lerem "O Rapaz de Louredo".

Diário de Sofia & Cª ( aos 15 anos)


Diário de Sofia & Cª ( aos 15 anos)


Este livro, da autoria de Luísa Ducla Soares, de características atemporais, agrada certamente a todas as jovens que, numa ou noutra passagem, se identificam com a protagonista ou seus amigos.

O Expositor


O Expositor


Ilse Losa transporta-nos, sem rodeios, até ao mundo do pequeno Miguel que cultiva um talento, que persegue um sonho.

Uma obra de leitura muito fácil e muito pedagógica. Na verdade, Miguel não tinha recursos materiais para poder fazer aquilo que gostava: desenhar, pintar.

Todavia, um golpe de sorte, um homem de blusão preto, uma pequena conselheira , a persistência combinada com a inteligência e a vontade de vencer, levaram-no a concretizar o seu sonho.

sábado, 8 de março de 2008

A Abelha Zulmira


A Abelha Zulmira


Em torno de uma abelha, personagem muito familiar dos leitores próximos de ambientes rurais, desconhecida e quase misteriosa para as crianças citadinas, Teresa Balté construiu uma cativante história de leitura muito fácil.
E qual será o jovem leitor que não quer saber como termina a aventura daquela abelha que, sem pedir licença, instalada no candeeeiro, vigia o almoço da família?

As Fadas



As Fadas

O poema ”As Fadas” é um magnífico legado de Antero Quental. Permite várias leituras, das mais superficiais, às mais profundas.

As vinte e três estrofes que compõem "As Fadas" surgem acompanhadas de ilustrações sugestivas.
O leitor pode escolher a(s) Fada(s) da sua preferência e com ela(s) voar pela imaginação, até onde a sua criatividade o levar, visto que:
" As fadas...eu creio nelas!
Umas são moças e belas,
Outras, velhas de pasmar...
Umas vivem nos rochedos,
Outras, pelos arvoredos,
Outras, à beira do mar...
Algumas em fonte fria
Escondem-se, enquanto é dia,
Saem só ao escurecer...
Outras, debaixo da terra,
Nas grutas verdes da serra,
É que se vão esconder..."
E o leitor pode seguir-lhe os passos e acompanhá-las pelos locais de eleição.

O macaco de rabo cortado


O macaco do rabo cortado


Numa edição escolar, publicada na colecção ”Histórias Tradicionais Portuguesas Contadas de Novo”, publicação da Editora Civilização, António Torrado, apresenta às crianças de hoje, histórias de outrora.
Aconselha-se esta leitura aos mais novos e aos educadores que gostam de ler com os seus jovens.
E, para os jovens ou educadores que o pretendam, o livro apresenta, no final, a partir da página 12, uma série de actividades sobre a história e não só, destinadas a promover competências a nível da Língua Portuguesa.

Uma Vida Melhor


UMA VIDA MELHOR

Alçada Baptista, faz uma crítica à privação da liberdade individual. Na personagem do Luisinho, o Dr. Luís, o autor critica o facto dos pais se considerarem com o direito de determinar o futuro dos filhos, não lhes deixando margem para escolhas pessoais.
Com efeito, Alçada Baptista, mostra como foi a família que decidiu que o Luisinho "devia ser doutor” e que deveria “levar tudo a sério”.
Denuncia a imposição do formalismo da correspondência e da obrigatoriedade do uso de vocabulário preciso, adequado ao nível social.
Esta é a temática de um livro, sem dúvida interessante, testemunho de uma determinada forma de pensar e de estar; capaz de permitir várias leituras, de acordo com a época, para a qual o leitor se transporte.
Cabe ao leitor, escolher a perspectiva em que pretende colocar-se, sem perder a sua liberdade crítica.